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Greve na easyJet de 19 a 23 de dezembro de 2026: voos e os seus direitos

Publicado em: 28 de outubro de 2026 · Última atualização: 28 de outubro de 2026

Se não ganhar, não paga: se obtivermos a sua indemnização, ficamos com 25 % IVA incluído. Caso contrário, não paga nada.

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Os tripulantes de cabine da easyJet baseados em Lisboa, no Porto e em Faro fazem greve durante cinco dias, de sábado, 19, a quarta-feira, 23 de dezembro de 2026, no início das férias de Natal. Na greve anterior, de 2 a 6 de outubro, foram cancelados 370 voos. Como a greve é do pessoal da própria easyJet, os passageiros cujo voo seja cancelado ou chegue com 3 horas de atraso têm, em regra, direito a uma indemnização de 250 € ou 400 €, salvo se a easyJet os tiver avisado com pelo menos 14 dias de antecedência.

O que está previsto

Os tripulantes de cabine filiados no SNPVAC nas três bases portuguesas da easyJet, Lisboa, Porto e Faro, aprovaram por unanimidade, em setembro, duas greves: de 2 a 6 de outubro e de 19 a 23 de dezembro de 2026. Apontam a falta de estabilidade das escalas, a pressão para fazer horas extraordinárias e as condições do acordo de empresa. A primeira greve realizou-se; a segunda mantém-se.

Que voos estão em risco

A greve diz respeito às tripulações baseadas em Portugal, por isso os voos em risco são sobretudo os que partem de Lisboa, do Porto e de Faro ou regressam a estes aeroportos em aviões da easyJet aí baseados. Os voos da easyJet para Portugal operados por tripulações de outros países, a partir de Paris, Genebra ou Londres, por exemplo, em geral não são afetados. Em outubro, a easyJet tinha previsto 786 voos de e para Portugal durante a greve e reduziu-os para 442; o sindicato contou 370 cancelamentos, 343 dos quais decididos antes do início da greve.

Os serviços mínimos

A Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) decretou serviços mínimos para 19 a 23 de dezembro. Incluem:

  • duas ligações de ida e volta por dia entre Lisboa e o Funchal e duas entre o Porto e o Funchal, bem como Lisboa–Porto Santo no dia previsto;
  • três ligações de ida e volta por dia para Genebra e Basileia, e três para cidades francesas (Nantes, Bordéus, Lyon, Nice, Paris) quando estejam programadas;
  • uma ligação de ida e volta por dia entre Lisboa e Londres, voos para o Luxemburgo e duas ligações de ida e volta no total para a Praia e São Vicente, em Cabo Verde.

Estes voos deverão realizar-se; a maioria dos restantes poderá não se realizar.

A indemnização depende primeiro de quando foi avisado

Se a easyJet cancelar o seu voo com pelo menos 14 dias de antecedência, ou seja, até 5 de dezembro para um voo a 19 de dezembro e até 9 de dezembro para um voo a 23 de dezembro, não há lugar a indemnização, mas mantém o direito ao reembolso ou a outro voo. Entre 7 e 14 dias antes, a indemnização não é devida se a easyJet lhe oferecer outro voo que parta no máximo 2 horas mais cedo e chegue menos de 4 horas mais tarde do que o previsto. Em outubro, a easyJet cancelou a maioria dos voos com antecedência: esteja atento aos seus e-mails.

Uma greve do pessoal da própria easyJet

Quando o pessoal da própria companhia faz greve pelas suas condições de trabalho, o Tribunal de Justiça da União Europeia considera que não se trata de uma circunstância extraordinária (acórdão Airhelp contra SAS, C-28/20, 2021). Por isso, se a easyJet cancelar o seu voo com menos de 14 dias de antecedência, ou se este chegar com 3 horas ou mais de atraso, por causa desta greve, a indemnização é, em regra, devida.

Os seus direitos se o voo for cancelado

Seja qual for a antecedência do aviso, a easyJet tem de lhe oferecer o reembolso integral no prazo de 7 dias ou outro voo para o seu destino, o mais cedo possível ou numa data posterior que lhe convenha. Se esperar no aeroporto por um voo alternativo, deve-lhe refeições e bebidas e, se necessário, alojamento em hotel. Quando é devida, a indemnização é por passageiro:

  • 250 € até 1500 km, por exemplo Lisboa–Funchal (cerca de 965 km);
  • 400 € de 1500 a 3500 km, por exemplo Faro–Paris-Orly (cerca de 1550 km) ou Lisboa–Praia (cerca de 3000 km).

Se o voo se atrasar

Se chegar ao destino com 3 horas ou mais de atraso, podem aplicar-se os mesmos montantes (Tribunal de Justiça da União Europeia, acórdão Sturgeon, C-402/07, 2009). Conta a hora a que as portas do avião se abrem à chegada (acórdão Germanwings, C-452/13, 2014).

O que fazer agora

Se viajar com a easyJet de ou para Portugal entre 19 e 23 de dezembro, consulte regularmente a sua reserva na aplicação da easyJet e guarde todos os e-mails sobre um cancelamento ou um novo horário: a data do aviso decide a indemnização. Se o voo for cancelado, escolha entre o reembolso e outro voo, guarde os recibos e verifique o seu voo connosco: são dois minutos e não paga nada se não ganharmos.

Perguntas frequentes

O meu voo da easyJet de Paris para Lisboa é a 20 de dezembro. Está afetado?

Provavelmente não, se for operado por uma tripulação baseada em França; a greve diz respeito às tripulações baseadas em Portugal. O voo de regresso a partir de Lisboa está mais em risco. Consulte a sua reserva perto da data.

A easyJet já cancelou o meu voo de dezembro. Tenho direito a alguma coisa?

Ao reembolso ou a outro voo, sempre. A indemnização não é devida se a easyJet o avisou com pelo menos 14 dias de antecedência; se avisou mais tarde, pode ser.

Se o meu voo for cancelado por causa da greve, quanto posso reclamar?

Em regra, 250 € por passageiro para voos até 1500 km e 400 € para voos mais longos, porque é o pessoal da própria easyJet que faz greve. Não, se foi avisado com pelo menos 14 dias de antecedência.

A easyJet oferece-me um vale. Tenho de o aceitar?

Não. Tem direito ao reembolso em dinheiro; um vale só o substitui se concordar por escrito.

Saiba mais

Fontes oficiais